PROJETOS

Projeto
Patrimônio religioso na Baixada Fluminense, turismo e os Santos Padroeiros Juninos:
Estudos de caso sobre comemorações e devoção.

A relação devoto-devoção pode estar ligada à uma construção de identidades culturais locais, bem como à diversidade do público – que pode ser não necessariamente católico ou devoto – justamente por serem festas populares.
Devoção e identidades culturais locais
Este projeto de pesquisa foi contemplado pelo Prêmio Jovem Cientista do Nosso Estado (JCNE/FAPERJ) e focaliza o tema da devoção associado ao culto e às festas populares aos santos padroeiros, especificamente na Baixada Fluminense.
O foco central são os agenciamentos sociais, econômicos e políticos que envolvem a realização anual da Festa de Santo Antônio, na cidade de Duque de Caxias, Festa de Santo Antônio na cidade de Nova Iguaçu e Festa de São João Batista, na cidade de São João de Meriti.
O recorte para esta pesquisa se deu considerando os Santos Padroeiros Juninos na Baixada Fluminense, justamente por serem festas populares sazonais, partindo do pressuposto de que a relação devoto-devoção pode estar ligada à uma construção de identidades culturais locais, bem como à diversidade do público – que pode ser não necessariamente católico ou devoto – justamente por serem festas populares. As trajetórias de ambas as festas são analisadas tomando como eixo a problemática da memória social, patrimônio, turismo, história e economia criativa.
Ficha do Projeto
Situação:
Em andamento.
Natureza:
Pesquisa.
Integrantes:
Renata de Almeida Oliveira / Coordenadora.
Financiador(es):
Fundação Carlos Chagas Filho de Amparo à Pesquisa do Estado do RJ / Bolsa.

Festa de Santo Antônio em Duque de Caxias
Olhamos para a construção das memórias da Festa de Santo Antônio
a partir de três enfoques:
- No primeiro, parte-se do conceito de “lugares de memória” (Nora,1993) para sinalizar aspectos tanto materiais quanto imateriais dos processos de memoração. Neste caso, analisamos a Catedral de Santo Antônio, como referência material e suporte para a evocação das memórias dos devotos.
- No segundo caso, analisamos a Festa em si como manifestação cultural e lugar de construção e de afirmação da tradição devotada ao santo. Analisamos como são construídos espaços de recordação que mobilizam memórias individuais e coletivas por meio da emoção e da afetividade. Neste enfoque, retomamos a clássica conceituação de Maurice Halbwachs (2006) acerca dos da relação entre a “memória individual” e a “memória coletiva”, relacionando lembranças individuais, de grupos e, até mesmo do espaço físico da Catedral e da Festa de Santo Antônio propriamente dita com a construção de “memórias coletivas” em torno da figura do santo.
- O terceiro enfoque concentra-se em explorar os processos e efeitos da construção hagiográfica de santo Antônio na construção dos devotos e da devoção no caso específico da festa em Duque de Caxias.
Construção de memórias
A construção de memórias individuais e coletivas em torno destas festas populares entrelaça-se com a construção hagiográfica dos santos, bem como da relação entre os devotos e o próprio Santo Antônio e São João Batista. O estudo comparativo entre as festas nas três cidades sinaliza singularidades e diferenças que serão explicitadas e problematizadas.
O trabalho analisará ainda as trajetórias das igrejas que sediam as festas, como lugares materiais que referenciam às construções das memórias dos múltiplos agentes envolvidos.




