PROJETOS

Projeto
Arte, substantivo feminino:
memórias de artistas plásticas cariocas do século XX (2024-2027)

É preciso “desaprender a ouvir os agentes imperiais, inclusive os estudiosos, abandonar a busca pelo novo que tanto move o mundo, inclusive o acadêmico e “recuperar outras modalidades de compartilhar o mundo […]” (Ariella Aïsha Azoulay, História Potencial: desaprender o imperialismo).
A contribuição das mulheres artistas
A pesquisa buscará levantar histórias de mulheres relevantes no cenário artístico carioca das artes plásticas e catalogar tais perfis.
Pretendemos criar um e-book que traga a história e contribuição das mulheres artistas cariocas, temática esta já tratada no âmbito do grupo de Pesquisa da Capes LABCEMA (Laboratório de Estudos em Cultura, Educação, Memória e Arte), criado em razão do fomento.
A ideia é que o e-book possa ser fonte de pesquisa e inspiração para meninas e jovens do Estado do Rio de Janeiro, a partir da difusão junto às escolas da rede estadual e da realização de alguns eventos na rede. A proposta de criar o e-book visa valorizar as mulheres e produções femininas artísticas de nosso estado.
Ficha do Projeto
Situação:
Em andamento.
Natureza:
Pesquisa.
Coordenadora:
Tamara de Souza Campos
Financiador(es):
Fundação Carlos Chagas Filho de Amparo à Pesquisa do Estado do RJ / Bolsa

Histórias de mulheres da Baixada Fluminense
O projeto pretende dar visibilidade a diferentes mulheres, por compreender que o campo das artes, de forma geral, e as artes plásticas – considerando como parte integrante do corpus de análise a escultura e pintura -, foram campos dominados pelos homens durante muitos séculos, relegando a mulher ao papel de musa inspiradora ou modelos. O intuito, inclusive, é tentar levantar histórias de mulheres da Baixada Fluminense, duplamente estigmatizadas, por uma questão de gênero e de classe social/local de moradia e muitas vezes deixadas de fora dos circuitos artísticos.
O recorte temporal que marca o início do levantamento é 1892, ano em que as mulheres foram autorizadas a participar da Escola de Belas Artes. Tal recorte é pela impossibilidade de lidarmos com todo o período colonial e do Brasil Império, motivo pelo qual trabalharemos com o período Republicano em diante, até pelo fato de ser possível localizar mais materiais e perfis, tendo em vista que já há uma profusão de jornais e revistas no período. A proposta é ter como recorte final o ano de 2024.
A pesquisa, assim, analisa a produção e formas de circulação e apropriação de diferentes práticas informacionais artísticas femininas. Nessa luta social para criação e afirmação de identidades, são evocadas questões que tematizem raça, gênero, sexualidade, classe social, etarismo, entre outras frentes possíveis nas arenas social e cultural.


Coleção Hecilda e Sergio Fadel
