Festa de Sto. Antônio | Duque de Caxias

Lá dentro na igreja, missas o dia todo.
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Missas, coral, filas para a imagem do santo e todo tipo de devoções.


A festa do Padroeiro Santo Antônio acontece em Junho, no município de Duque de Caxias, a mais de 50 anos.
Lá dentro na igreja, as missas se sucedem desde de cedo, todas cheias. A construção é alongada e, embora não pareça pela fachada. É um templo é bem grande, com um pé direito alto, e ladeado por grandes vitrais, comportando seguramente mais de mil pessoas em seus bancos de madeira. Talvez um dos lugares onde, internamente, se experimente maior sensação de amplidão em Duque de Caxias.
É curioso que tantos devotos adentram o ritual trajando a camisa da seleção e outros tantos adereços de torcedores como lenços, fitas e bolsas, salpicando a assembleia com camisas amarelas. Hoje mais tarde, às 18h30, é o jogo de estreia do Brasil, jogando contra Marrocos. Até a procissão mudou de horário para a boa convivência das devoções.
É um templo é bem grande, com um pé direito alto, e ladeado por grandes vitrais, comportando seguramente mais de mil pessoas em seus bancos de madeira.
Mas no burburinho convergem muitos eventos, como a fila para beijar e orar para uma imagem de Santo Antônio, com ares barrocos e vestes adornadas de dourado – ao lado do imponente altar principal onde se ergue uma outra figura do santo, de mais de 2 metros. E há até um breve lançamento de um livro sobre o Patrimônio Cultural da Diocese no corredor lateral da do templo.
Neste corredor também se faz presente uma pequena homenagem a Dom Mauro Morelli, falecido bispo da diocese, primeiro bispo da então criada Diocese de Duque de Caxias, nomeado pelo papa João Paulo II em 1981, onde permaneceu até 12 de junho de 2005. Dom Mauro tornou-se um personagem importante nos anos seguintes, destacando-se pelo combate à miséria e à fome e pela luta pela ética e cidadania, o que o levou a ser ameaçado e perseguido dos tempos difíceis da ditadura. Junto com Herbert José de Sousa, o Betinho, atuou na campanha da Ação da Cidadania contra a Fome, a Miséria e pela Vida. Sua figura remete a um tempo em que se via muitos representantes do clero católico com grandes preocupações com os problemas sociais do país.
