

Festa de Santo Antônio, Padroeiro de Duque de Caxias.

Junho
13,
2026
Seguindo o percurso de uma festa
A Festa de Santo Antônio representa um espaço de sociabilidade, memória e identidade na Baixada Fluminense, região historicamente marcada por desigualdades sociais e invisibilização cultural. Mais do que uma celebração religiosa, trata-se de uma prática de pertencimento comunitário, que reúne fé, devoção, economia e vida social (OLIVEIRA, 2018).
É também um lugar privilegiado para se observar como memórias individuais de devotos e famílias se entrelaçam a memórias coletivas num território, compondo um quadro de recordações compartilhadas (HALBWACHS, [1968] 2006).
01. Duque de Caxias, uma cidade em festa
02. Diante da Catedral, o burburinho dos devotos
03. Filas dos pãezinhos, benção de Antônio
04. Amarração de fitinhas e outras barracas da paróquia
05. Bolo de Sto. Antônio, almoço, outras barracas da paróquia
06. Lá dentro na igreja, missas o dia todo.
07. A imagem, com lírios e girassóis, sai numa caminhonete-A
07. Com lírios e girassóis, a imagem sai na caminhonete

O percurso da procissão: pelas ruas de Duque de Caxias.
Lorem ipsum dolor sit amet, consectetur adipiscing elit. Sed vestibulum ipsum vitae rhoncus suscipit. Fusce iaculis vitae arcu non suscipit. Donec vel scelerisque nisl. Vestibulum interdum sagittis urna ac accumsan. Proin eget commodo sem. Aenean dignissim justo eu iaculis euismod. Vestibulum eget semper massa. Cras ultrices ex eu velit viverra eleifend. Morbi pharetra velit augue, sit amet consequat velit tristique eget. Nulla et dolor nunc.
James Clifford e
dinâmicas etnopoéticas *
As dinâmicas etnopoéticas associadas ao historiador e crítico da antropologia James Clifford referem-se à análise da etnografia como uma construção literária, retórica e política. Em obras seminais como A Escrita da Cultura: Poética e Política da Etnografia (coorganizado com George Marcus) e A Experiência Etnográfica, Clifford e o movimento da chamada “antropologia pós-moderna” desconstroem a ilusão de que o texto etnográfico é um espelho puramente objetivo de uma realidade cultural.[1]
A “poética” na antropologia de Clifford não significa que a etnografia seja mera ficção ou poesia no sentido comum, mas sim que a cultura é posta em texto (inscrita) por meio de artifícios narrativos, escolhas retóricas e metáforas.[2]
[1] CLIFFORD, James; MARCUS, George
A escrita da cultura: poética e política da etnografia (Clifford & Marcus, 2016; orig. 1986)
[2] CASTRO, Josué Tomasini.
“Vá e conte ao seu povo”: interpretações e mediações no trabalho antropológico
Clifford mapeia a transição dos modelos clássicos de autoridade (como o de Malinowski, baseado no “eu estava lá”) para novos arranjos de escrita. Ele propõe uma mudança de foco:
- Do monólogo para o diálogo:
O texto deixa de ser a voz única do antropólogo interpretando o “outro”.
- Da interpretação para a polifonia:
A incorporação direta das múltiplas vozes dos interlocutores no texto, dividindo o controle da narrativa.
As dinâmicas etnopoéticas de Clifford transformaram o fazer antropológico ao demonstrar que a forma como se escreve determina diretamente o que se pode conhecer sobre o outro. [3]
[3] CLIFFORD, James.
Sobre a alegoria etnográfica in A Experiência Etnográfica: Antropologia e Literatura no Século XX. Rio de Janeiro: Editora UFRJ, 2011.
*Conteúdo gerado com auxílo de IA.







