É uma artista visual brasileira negra, educadora e curadora, cuja produção se desenvolve no campo da arte contemporânea, explorando linguagens como pintura, instalação e videoarte. Sua obra dialoga com o conceito de “corpos-máquina”, nascendo de uma vontade de representar esse corpo que está para o ofício, constantemente despersonificado no mundo neoliberal, em que subalternos são lidos apenas como força de trabalho e “algoritmizados” pela vida e relações de trabalho a partir de marcadores raciais. Sua poética, no entanto, não denuncia apenas a exploração e esgotamento dos corpos, mas busca criar brechas, propor outras experiências e a possibilidade dos “corpos-máquinas” periféricos e trabalhadores criarem outras formas de experimentar o mundo e lidar com o tempo. Em 2026, foi indicada ao Prêmio Pipa, um dos principais reconhecimentos da cena artística brasileira.

